Vila Galé cresce 20% no Brasil em 2025
Crescer 20% no Brasil em 2025 e fechar o ano com R$ 807 milhões de faturamento não é apenas um bom resultado empresarial; é um pequeno tratado atlântico em forma de balanço.
VILA GALÉ, BELEM, PA, PRASIL
O desempenho do grupo Vila Galé revela algo que quem vive de lá e de cá reconhece de imediato: enquanto a Europa envelhece, regula e se protege, o Brasil continua a oferecer escala, apetite e margem para quem sabe ler o país sem folclore nem soberba.
O grupo português entendeu cedo que hotelaria, hoje, não é só cama e café da manhã, mas geopolítica suave: turismo interno forte, classe média em recomposição e um mercado que premia presença física, não apenas capital financeiro.
Em Lisboa fala-se de prudência; em São Paulo pratica-se risco calculado. O contraste é instrutivo. Enquanto Bruxelas discute sustentabilidade em documentos, o Brasil testa-a no terreno, entre resorts, empregos e cadeias locais de fornecimento.
O sucesso da Vila Galé não diz apenas que Portugal investe bem no Brasil; diz que parte da Europa voltou a precisar do Sul Global para crescer, experimentar e respirar.
Quem não percebe isso continua a discutir fronteiras; quem percebe constrói hotéis.

