Um prédio, ainda em função, dos tempos do Brasil Colônia

A foto que ilustra a matéria, do Acervo Humberto Nóbrega, publicada pelo projeto de extensão Memória João Pessoa, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPB, mostra o prédio que abrigou o Quartel de Linha e que hoje serve ao I Batalhão da Polícia Militar da Paraíba, na Praça Pedro Américo, Centro Histórico da capital paraibana

Quartel de Linha | Acervo do autor

Erguido entre 1808 e 1811, ainda no período do Brasil Colônia, tinha originalmente dois andares, conforme se apresenta na imagem. Somente a partir da década de 1930 foi ampliado para três, ganhando, ainda, linhas arquitetônicas do art déco.

A expressão “tropa de linha” vinha da organização militar luso-brasileira. Eram as tropas regulares, também chamadas de pagas ou de linha, diferentes das milícias e das ordenanças. Na prática, eram as forças mais diretamente ligadas ao aparelho militar profissional.

O terreno onde se encontra o edifício pertencia à Irmandade do Senhor dos Martírios que, com a perda, recebeu a concessão da Igreja do Bom Jesus, atual Igreja de Nossa Senhora de Lourdes, na Rua das Trincheiras.

Na foto, o prédio aprece ligado à Directoria Geral de Hygiene, conforme é possível ler na imagem.  Mas também chegou a sediar a Escola de Aprendizes Artífices, a Assembleia Legislativa, o 22º Batalhão de Caçadores e o Instituto Histórico e Geográfico Paraibano.

O prédio tem como vizinhos o Teatro Santa Roza e os antigos Correios e Telégrafos e Palácio das Secretarias. No caso desse último, que também já serviu de endereço ao Comando da Polícia Militar, hoje funciona o Palácio dos Despachos.

Entre todos os prédios da praça, o Quartel de Linha é o mais antigo, sendo também um dos mais antigos da cidade, já tendo batido, com naturais obras de manutenção e reforma, como a da década de 1930, já referida, a marca dos 200 anos de existência.

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS

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Sobre o autor

Sérgio Botelho é jornalista e escritor, membro da União Brasileira de Escritores. Iniciou sua carreira no final dos anos 1970, na redação do jornal O Norte. Atuou no jornalismo diário em diversos meios de comunicação paraibanos, seja como editor, colunista político ou âncora. Desempenhou atividades enquanto assessor de imprensa em instituições renomadas como a Universidade Federal da Paraíba e o Ministério Público de Rondônia.  Publicou os livros “Memórias da Cidade de João Pessoa” (2024), e “João Pessoa, uma viagem sentimental” (2025).

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