Novo presidente de Portugal promete estabilidade para resolver problemas
Antonio José Seguro parece querer exercer aquilo que historicamente define a instituição da presidência da república portuguesa: uma magistratura de equilíbrio
Antônio José Seguro e família entram pela primeira vez no Palácio de Belém, residência oficial do Presidente da República de Portugal • 09/03/2026 Transmissão RTP
Há momentos em que um país precisa menos de entusiasmo e mais de serenidade. A tomada de posse do socialista António José Seguro como novo presidente da República de Portugal foi um desses momentos — um convite à estabilidade num tempo em que tantas democracias vivem em permanente sobressalto.
O novo chefe de Estado português deixou uma ideia clara logo no início do seu mandato: a simples rejeição de um orçamento não pode transformar-se automaticamente numa crise política.
Democracias maduras vivem de negociação e compromisso. A política portuguesa precisa abandonar a lógica da emergência permanente e recuperar algo que se tornou raro no mundo contemporâneo — o tempo longo.
Talvez por isso uma das propostas mais interessantes do discurso tenha sido a referência a orçamentos plurianuais e avaliação de resultados. A ideia parece técnica, mas revela uma visão de país. Governar é decidir hoje com impacto que ultrapassa o ciclo eleitoral.
A cerimônia teve também um sinal diplomático relevante. Apesar da ausência de Lula da Silva, com “compromissos diplomáticos em Brasilia”, seis chefes de Estado estrangeiros estiveram presentes em Lisboa: o rei Filipe VI de Espanha e os presidentes João Lourenço (Angola), Daniel Chapo (Moçambique), José Maria Neves {Cabo Verde), Carlos Vila Nova (São Tomé) e José Ramos‑Horta (Timor‑Leste).
Presenças que mostram Portugal ocupando um lugar singular no mundo: um país europeu com raízes profundas no Atlântico e na comunidade de língua portuguesa.
Publicado originalmente na CNN Brasil, confira a notícia completa abaixo.

