Festival Fronteiras é um sucesso em 1ª edição em SP
Um dos maiores encontros intelectuais do Brasil dos últimos tempos, o Festival Fronteiras reuniu mais de 60 pensadores no Parque da Água Branca (7 e 8 de março) para debater tecnologia, identidade, mídia, economia, inteligência artificial e os dilemas de ser humano em uma era de excessos.
Fotos do evento, dia 7 e 8 de março | Direito reservados
O Festival Fronteiras São Paulo, que faz parte da frente de conteúdo da DC Set Group, foi uma edição que marcou os 20 anos da plataforma Fronteiras do Pensamento. Com curadoria especial e que abrange todos os lados políticos ideológicos, o festival ocupou o Parque da Água Branca nos dias 7 e 8 de março com mais de 40 painéis, entrevistas e palestras, em quatro palcos simultâneos. Com apresentação da Porto, patrocínio master da Prefeitura de São Paulo, patrocínio de PwC e Paper Excellence, e apoio do Grupo Fleury e da Salton, a edição propôs questionamentos sobre o que significa ser humano em uma era de excesso, hiperconectividade, aceleração tecnológica e transformação constante.
Filosofia, psicanálise, literatura, economia, espiritualidade, geopolítica, jornalismo, inovação e cultura se cruzarão em diálogos sobre as tensões e as possibilidades dos tempos atuais. Entre os palestrantes se destacam nomes como Monja Coen, Christian Dunker, Lilia Moritz Schwarcz, Milton Hatoum, Roberto DaMatta, Mary del Priore, Miriam Leitão, Luiz Felipe Pondé, Kaká Werá, Pérsio Arida, Matias Spektor, Ronaldo Lemos, Rachel Maia, Martha Gabriel, Malu Gaspar, Sérgio Dávila, Fernando Gabeira e Eduardo Giannetti.
Após uma estreia bem-sucedida em Porto Alegre, em 2025, o evento chegou a São Paulo valorizando a identidade nacional e “o pensamento feito no Brasil”, trazendo um olhar próprio sobre a cultura e os desafios do Brasil contemporâneo.
"Chegar a São Paulo com o Festival Fronteiras em 2026 é um passo natural na evolução da plataforma. Ao completar 20 anos, queremos transformar o pensamento em experiência viva, provocando encontros improváveis e mostrar que ideias não pertencem apenas ao palco, mas ao cotidiano das pessoas. Nosso objetivo é criar um ambiente onde seja possível desacelerar, escutar com profundidade e sustentar conversas complexas em um tempo marcado por ruído, polarização e hiperestimulação."
O Festival Fronteiras São Paulo 2026 também ofereceu ao público um circuito de exposições imersivas. Mostras dedicadas a Vincent van Gogh e Frida Kahlo retornaram à cidade em versões reduzidas, especialmente adaptadas para o festival, a partir de exposições já consagradas e amplamente visitadas no Brasil e no mundo.
O evento teve ainda a presença da Livraria Travessa, que assina a Feira de Livros — um espaço especialmente dedicado aos leitores, promovendo encontros com autores e obras que atravessam os debates do festival. Além disso, a programação inclui apresentações musicais, com a orquestra regida pelo maestro Ricardo Calderoni, e a participação de artistas da música popular brasileira nos intervalos dos painéis, ampliando a experiência do público com momentos de celebração ao longo dos dois dias.
Para a Associação Portugal Brasil 200 anos, projetos culturais sólidos como este confirmam que a língua portuguesa não é apenas reflexo histórico, mas infraestrutura de pensamento futuro. Cada encontro do conhecimento, valorizando as características e a herança brasileira, acaba por também ampliar a rede de pertença global que liga comunidades lusófonas.

