Angola avança na economia azul

Projeto internacional acompanha progressos na gestão sustentável dos recursos marinhos e reforça a cooperação para diversificar a economia angolana.

Angola realizou, no dia 21 de outubro de 2026, em Luanda, o 2.º Comité Técnico do projeto “Iniciativa para uma Economia Azul Sustentável e Estratégica em Angola”, financiado pela União Europeia e orientado para o desenvolvimento sustentável da economia azul no país.

A iniciativa procura contribuir para uma das prioridades nacionais de Angola: a diversificação da economia, associando crescimento económico à gestão responsável dos recursos do mar e à preservação dos ecossistemas marinhos.

O projeto é implementado por um consórcio liderado pela Fundación para la Internacionalización de las Administraciones Públicas (FIAP), em parceria com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, a Expertise France e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O Camões, I.P. é responsável pela componente dedicada à gestão sustentável dos recursos e ecossistemas marinhos, desenvolvida com parceiros técnicos como a Direção-Geral de Política do Mar e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Durante a reunião foram apresentados os resultados dos primeiros dez meses de implementação e discutida a articulação entre as entidades envolvidas.

O encontro foi presidido por Tânia Mandinga, Diretora Nacional para os Assuntos do Mar e Economia Azul, e reuniu representantes das áreas das pescas, planeamento, pesca artesanal, União Europeia e instituições parceiras.

Mais do que uma questão ambiental, a economia azul coloca em debate a capacidade de transformar os recursos marítimos em desenvolvimento económico sem comprometer os ecossistemas de que dependem as comunidades costeiras.

Para a Associação Portugal Brasil 200 anos, projetos desta natureza mostram o potencial da cooperação entre países de língua portuguesa e parceiros internacionais em áreas estratégicas como sustentabilidade, conhecimento científico e desenvolvimento económico. Num espaço lusófono marcado por extensas zonas costeiras e forte relação histórica com o mar, pensar a economia azul é também pensar novas formas de cooperação e futuro.

Próximo
Próximo

O tempo que o Brasil não tem