Vila Galé transforma hotel em memória

Filme realizado por Leonel Vieira celebra os 40 anos do grupo e transforma a arquitetura hoteleira em cenário de encontros, afetos e lembranças.

A Vila Galé escolheu o cinema para celebrar quatro décadas de história. O filme “Forty”, realizado pelo cineasta português Leonel Vieira, afasta-se da publicidade convencional para contar uma história sobre aquilo que permanece depois de uma viagem: as pessoas, os encontros e as memórias construídas nos lugares onde estivemos.

Filmada no Vila Galé Collection Braga, a obra acompanha dois casais em diferentes momentos da vida. Um representa a descoberta de um amor jovem; o outro, uma relação amadurecida pelo tempo. Fotografias e girassóis atravessam a narrativa como símbolos da memória e da continuidade.

A escolha de um hotel real da rede como cenário é determinante para o filme. O Vila Galé Collection Braga não funciona apenas como pano de fundo: quartos, corredores, mesas e espaços de convivência tornam-se parte da narrativa. É justamente nesses lugares aparentemente cotidianos que acontecem chegadas, despedidas, reencontros, conversas e gestos que mais tarde se transformam em lembrança.

Leonel Vieira resume essa ideia ao afirmar que “o verdadeiro valor de um hotel não está apenas no espaço em si, mas nas memórias que ali se criam”.

Ao colocar a própria hotelaria dentro da linguagem cinematográfica, a Vila Galé propõe uma leitura interessante sobre o turismo: um hotel não é somente infraestrutura para uma viagem, mas também cenário da experiência humana. O espaço físico passa a participar da memória de quem o habita, ainda que por poucos dias.

O filme integra as comemorações dos 40 anos da Vila Galé, iniciada em 1986 com a abertura do primeiro hotel na Praia da Galé, no Algarve.

Para a Associação Portugal Brasil 200 anos, a iniciativa aproxima cultura, cinema e turismo e mostra como a hospitalidade pode também ser uma forma de preservar histórias. Num grupo com forte presença em Portugal e no Brasil, transformar hotéis em lugares de memória é também reconhecer quantas vidas e encontros atravessam o Atlântico.

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