Guia da Unesp orienta uso ético de IA na graduação

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) desenvolveu um documento com informações e diretrizes éticas e práticas para orientar o uso de IA por estudantes, docentes e servidores na Academia.

O material, intitulado Guia para a Utilização de Inteligência Artificial na Graduação da Unesp: integridade, inovação e equidade apresenta diretrizes essenciais em um contexto de rápida expansão das tecnologias de IA no ensino superior, uma busca por equilibrar inovação tecnológica com responsabilidade acadêmica.

A Unesp conta atualmente com cerca de 35 mil estudantes distribuídos em 136 cursos de graduação em 24 câmpus no estado de São Paulo.

O guia foi desenvolvido pela Pró-Reitoria de Graduação em parceria com o Laboratório do Futuro, um núcleo da instituição dedicado ao estudo e à aplicação de soluções baseadas em inteligência artificial. As discussões sobre o documento começaram no final de 2024 e dão continuidade a iniciativas anteriores da universidade. Em 2025, a universidade já havia publicado uma das primeiras regulamentações do país para o uso de IA generativa no ensino superior, além de orientações específicas voltadas à pós-graduação.

Entre os temas abordados estão recomendações sobre quando e como utilizar ferramentas de inteligência artificial em atividades acadêmicas, situações em que o uso exige maior cautela e práticas que devem ser evitadas para preservar a integridade científica. O documento tem caráter orientativo e não pretende funcionar como um conjunto rígido de regras, permitindo atualizações conforme a evolução das tecnologias digitais — característica essencial tendo em vista o momento atual de transformações aceleradas neste domínio.

Um dos aspectos mais inovadores do guia é a transparência sobre o próprio processo de elaboração. O documento detalha quais ferramentas de IA foram utilizadas na fase inicial de redação, quais comandos foram aplicados e de que forma o conteúdo foi posteriormente revisado por especialistas humanos. A abordagem busca estimular uma cultura acadêmica baseada em ética, pensamento crítico e letramento digital.

A expectativa da universidade é que a publicação incentive o debate sobre o papel da inteligência artificial na educação superior e contribua para experiências de aprendizagem mais responsáveis e inovadoras.

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