O Dia da Vitória em João Pessoa
Em 8 de maio de 1945, uma terça-feira, o mundo comemorou a vitória das forças aliadas contra o nazifacismo. A Alemanha hitlerista enfim se rendia às forças democráticas, pondo fim à II Guerra Mundial, após milhões de mortes.
Acervo do autor
A foto que ilustra a matéria, publicada por A União daquele dia, melhorada por IA, mostra pessoenses reunidos, no dia anterior, nas imediações do antigo Ponto Chic, do Ponto de Cem Reis (derrubado na década de 1970), mobilizados em torno do anúncio do fim da guerra.
“O dia de hoje é consagrado à vitória. Vitória das Nações Unidas na guerra sem tréguas ao nazifacismo que por tantos anos vinha infelicitando o mundo numa das mais sanguinolentas lutas de que há memória”, iniciava o texto de A União dedicado à data.
“Delmiro de Andrade, Carvalho Lisboa, Edson Ramalho e outros, muitos outros entre sargentos e soldados, todos eles enfileiraram-se garbosos na galeria dos heroicos expedicionários do Brasil”, era como A União se referia aos pracinhas paraibanos.
Para aquele mesmo 8 de janeiro estava previsto um Te Deum, celebrado pelo arcebispo Dom Moisés Coelho, seguido de uma passeata com concentração no Parque Sólon de Lucena.
Ao longo do trajeto, discursariam ilustres figuras da época, como Samuel Duarte, secretário do Interior; Francisco Barreto Sobrinho, diretor dos Correios; Hildebrando Espínola, advogado; Carmelo Santos Coelho e Joacil Pereira, estudantes; Abelardo Jurema, diretor do Departamento de Educação; Newton Lacerda, médico; Alírio Meira Wanderley, escritor; Josebias Marinho, pastor; Fernando Nóbrega, da OAB; Rômulo Almeida, delegado de Trânsito; Sebastião Araújo e Pedro Paulo de Almeida, da API; Francisco Veras, delegado do IAA; João Lelis, de A União; um representante do clero, e outros dois da Marinha e do Exército. E para finalizar, o interventor Rui Carneiro.
A cidade festejava a vitória da democracia.
PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS
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Sobre o autor
Sérgio Botelho é jornalista e escritor, membro da União Brasileira de Escritores. Iniciou sua carreira no final dos anos 1970, na redação do jornal O Norte. Atuou no jornalismo diário em diversos meios de comunicação paraibanos, seja como editor, colunista político ou âncora. Desempenhou atividades enquanto assessor de imprensa em instituições renomadas como a Universidade Federal da Paraíba e o Ministério Público de Rondônia. Publicou os livros “Memórias da Cidade de João Pessoa” (2024), e “João Pessoa, uma viagem sentimental” (2025).

