Manuscritos de Leminski resgatdos
Após 40 anos, manuscritos perdidos de Paulo Leminski são encontrados e devolvidos à família do poeta.
Paulo Leminski | Foto: Divulgação/Dico Kremer/Flip
O envelope entregue a Alice Ruiz e às filhas do escritor contém anotações suas, esquecidas em uma poltrona de avião há quatro décadas atrás. Dos anos 1980 até 2026, as notas estiveram sob posse de Ernani Edson de Paula, ex-funcionário da companhia aérea.
O trâmite dos textos até família de Leminski iniciou-se com Caroline de Paula, filha de Ernani, que, ao encontrar o envelope, decidiu entregá-lo ao jornalista Célio Martins.
Ao todo, foram resgatados 12 textos, que reúnem notas, ideias rascunhadas, tradução de uma letra de Gilberto Gil e alguns poemas datilografados com anotações a mão — uma fresta para o processo criativo de um dos grandes expoentes da literatura brasileira.
No dia 18 de março, realizou-se uma cerimônia oficial na Biblioteca do Paraná, na qual os manuscritos foram entregues à viúva, Alice Ruiz, e às suas filhas, Aurea e Estrela.
A família, que dirige o Instituto Paulo Leminski, realiza um minucioso e relevante trabalho de conservação do acervo do autor. Ao preservar sua memória e seu legado, o instituto disponibiliza fragmentos da obra ao público por meio de exposições e outras programações culturais.
A recuperação dos manuscritos celebra, uma vez mais, uma figura emblemática da cultura brasileira, cuja influência se estende a toda literatura de língua portuguesa — além das obras traduzidas que aumentam o alcance para muitos outros territórios. Preservar a memória e o acervo de personalidades como Paulo Leminski é um ato de “Cidadania da Língua”, que fortalece a comunidade de escritores da lusofonia.

