Luiz Ferreira Maciel Pinheiro

A foto que ilustra a matéria mostra a primeira agência do Banco do Brasil (primeiro prédio por inteiro que aparece à esquerda na imagem) aberta em 1916, na rua Maciel Pinheiro, na cidade da Parahyba, hoje João Pessoa.

Fonte: Acervo do autor


Na época, a dita rua, que já havia sido chamada de Rua do Comércio, das Convertidas e Conde d’Eu, representava não só a proximidade com o Porto do Capim, como a região onde atuavam os principais agentes econômicos da cidade: o Varadouro.

Passou a se chamar Maciel Pinheiro logo após o advento da República, ocorrido em 1889, para substituir o topônimo Conde d’Eu, marido da princesa Isabel, que celebrava, portanto, uma das principais figuras da Monarquia Brasileira.

Diferente do homenageado de até então, o jornalista e advogado Luiz Ferreira Maciel Pinheiro expressava a luta em favor da República e contra a escravidão, desde os tempos de estudante na histórica Faculdade de Direito do Recife, onde foi colega e amigo do poeta Castro Alves.

Por sinal, o poeta baiano dedicou ao paraibano um poema onde o chamou de Peregrino Audaz, incluído em seu livro Espumas Flutuantes. Castro Alves exaltava a coragem de Maciel Pinheiro, que virou voluntário na Guerra do Paraguai.

Após a participação no conflito, e de volta ao Recife, Pinheiro continuou sua pregação em favor da República e do abolicionismo, e, também, contra a condução da guerra, tendo concluído o curso de Direito, acrescentando a função de magistrado à de jornalista.

A Guerra do Paraguai, contudo, deixou sequelas em sua saúde, por conta de uma malária adquirida nos campos de batalha. Faleceu no Recife em 9 de novembro de 1889, a um mês de completar 50 anos de idade, e a seis dias da instituição da República, no Brasil, pela qual dedicou sua existência.

Além de rua, em João Pessoa, Maciel Pinheiro é nome de praça histórica no Recife Antigo e patrono na Academia Paraibana de Letras.

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