Analice Caldas

Os nomes das mulheres de destaque, em João Pessoa, na primeira metade do Século XIX, não se restringem aos de Francisca Moura e sua filha, Catharina Moura, sobre as quais nos referimos em postagens recentes.

Analice Caldas | Acervo do autor

Na capital paraibana, Analice concluiu o curso na Escola Normal, em 1911. Na sequência, foi professora da Escola de Aprendizes Artífices da Paraíba e da Academia de Comércio da Paraíba. Mas também escreveu em A União e na Revista Era Nova.

Participou da Aliança Liberal, vitoriosa em outubro-novembro de 1930. Nessa quadra da vida, em 11 de abril de 1933, criou, junto com outras mulheres, a Associação Paraibana pelo Progresso Feminino, filiada à Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, fundada na década de 1920 por Bertha Lutz.

Em 1936, tomou posse no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, integrando um pequeno grupo de mulheres que começava a ocupar cadeiras na tradicional instituição fundada em 1905, refletindo o avanço gradual da presença feminina nos círculos de produção historiográfica e cultural da Paraíba.

Analice faleceu tragicamente em 1945, em um desastre de avião ocorrido em Minas. Seu nome é celebrado atualmente em João Pessoa com a denominação de uma via urbana, a Rua Professora Analice Caldas, no Varadouro, na região das antigas fábricas da Rua da República, e de uma escola em Jaguaribe, a Escola Municipal Analice Caldas.

{A imagem foi reproduzida a partir de uma fotografia avulsa encontrada no IHGP, conforme informa a professora Shirley Targino Silva, e publicada em sua dissertação de mestrado O Discurso de Mulheres Educadoras na Imprensa Paraibana: Tessituras do Processo Histórico de Escolarização na Paraíba (1930-1939), da qual também extrai informações biográficas de Analice.}

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS

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Sobre o autor

Sérgio Botelho é jornalista e escritor, membro da União Brasileira de Escritores. Iniciou sua carreira no final dos anos 1970, na redação do jornal O Norte. Atuou no jornalismo diário em diversos meios de comunicação paraibanos, seja como editor, colunista político ou âncora. Desempenhou atividades enquanto assessor de imprensa em instituições renomadas como a Universidade Federal da Paraíba e o Ministério Público de Rondônia.  Publicou os livros “Memórias da Cidade de João Pessoa” (2024), e “João Pessoa, uma viagem sentimental” (2025).

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