Correntes d’Escrita: a literatura que atravessa fronteiras

A Póvoa de Varzim volta a ser palco do Festival Literário Correntes d’Escrita, reunindo autores de diferentes geografias da língua portuguesa e além. Mesmo sem o tradicional Prémio Casino da Póvoa, o encontro reafirma-se como espaço de diálogo e construção cultural.

O Festival Literário Correntes d’Escrita iniciou mais uma edição na Póvoa de Varzim, mantendo a sua vocação internacional e a centralidade do debate literário, apesar da ausência, este ano, do histórico Prémio Casino da Póvoa. O evento continua a congregar escritores, leitores e críticos em torno de mesas-redondas, lançamentos e conversas que exploram a diversidade das literaturas contemporâneas.

Ao longo dos dias do festival, que se iniciou dia 21 e se estende até dia 28 de fevereiro, autores de vários países partilham reflexões sobre criação, memória, identidade e transformação social. A programação inclui encontros temáticos, sessões de poesia e momentos de homenagem, consolidando a reputação do festival como um dos mais relevantes da Península Ibérica no campo literário.

Mais do que uma agenda cultural, as Correntes d’Escrita afirmam-se como um laboratório de cidadania da língua. Ao reunir vozes de diferentes origens, o festival materializa a ideia de que o português é hoje um território cultural partilhado, onde a troca de experiências fortalece laços de confiança e abre caminhos para projetos comuns nas indústrias criativas, na educação e na diplomacia cultural.

Para a Associação Portugal Brasil 200 anos, iniciativas como esta confirmam que a língua portuguesa não é apenas herança histórica, mas infraestrutura de futuro. Cada encontro literário amplia a rede de pertença global que liga comunidades lusófonas e cria oportunidades concretas de cooperação cultural e económica.

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